Hoje é dia de rezar com Santa Mônica por aqueles vistos como "sem jeito"

“Por um só motivo eu desejava prolongar a vida nesta terra: ver-te católico antes de eu morrer. Deus me satisfez amplamente, porque te vejo desprezar a felicidade terrena para servi-lo… Enterrai este corpo em qualquer lugar, e não vos preocupeis com ele. Faço-vos apenas um pedido: lembrai-vos de mim no altar do Senhor… Para Deus nada é longe, nem devo temer que no fim dos séculos ele não reconheça o lugar onde me ressuscitará." 


A fim de iniciar a campanha “Você não está só- Não vos deixeis abater pelo desânimo” (Hebreus 12, 3), pensada pelo Católico Arretado, a proposta é voltarmo-nos para algo que necessita de muita oração, jejum, penitência e súplica: a conversão dos pecadores. Pois, assim como diz São João Bosco “Dai-me almas e ficai com o resto, o que me importa é a juventude santa”. Isso porque a luta pela salvação dos nossos é parte essencial do querer configurar-se a Cristo, a fim de tornar-se santo.
Com isso, ao refletir sobre santos que lutaram pela conversão de pecadores, o testemunho de Santa Mônica é claro, profundo e tem muito a nos dizer, pois suas lágrimas e orações sinceras possibilitaram a graça da conversão de Santo Agostinho e do seu esposo Patrício, rude e violento, que faleceu, um ano após ser batizado. Nascida em Tagaste, África, em 332, a qual, de família cristã, gastou todos os seus dias com a finalidade de santificar sua família
Mãe de três filhos, a maior preocupação de sua vida e motivo de suas orações a Deus foi seu filho mais velho, Agostinho, que vivia uma vida pagã, desregrada, valorizando os prazeres do mundo buscando uma verdade pela qual era apaixonado, mas que não passavam de meias verdades. O qual foi do paganismo romano, ao maniqueísmo e ceticismo. Enquanto isso, sua mãe Mônica não cessava de derramar lágrimas, rezar e suplicar a Deus pelo seu filho, tanto é que no livro Confissões, lemos esta frase dita por um Bispo a Santa Mônica “Não é possível que um filho de tantas lágrimas venha a perecer. E assim aconteceu. Aos poucos, dando-se conta de que nada no mundo o preenchia, bem como que as verdades as quais ele destinava suas atenções eram insuficientes, Santo Agostinho começou a abandonar tais heresias e abriu seu coração para uma inquietação que nada mais era do que sua ânsia para repousar em Cristo, assim como sua mãe bem sabia e confiava.
Desta forma, vale ressaltar que as súplicas de Santa Mônica nada mais são do que esperança e certeza de que todas as buscas e necessidades de seu filho poderiam ser resolvidas pela fé. A certeza de que a fé em Deus seria a completude de Agostinho levou sua mãe a não falhar, a não desistir, já que confiava na conversão do seu filho e não duvidava que Deus estivesse ouvindo suas orações de anos e anos. Assim como disse o Papa Francisco em uma homilia no ano de 2013:
 “Agostinho é um homem bem sucedido, possui tudo, mas no seu coração subsiste a inquietação da busca do sentido profundo da vida; o seu coração não está adormecido, diria que não está anestesiado pelo sucesso, pelos bens, pelo poder. Agostinho não se fecha em si mesmo, não se acomoda, continua a procurar a verdade, o sentido da vida, continua a buscar a face de Deus. Sem dúvida, comete erros, percorre também caminhos errados, peca, é um pecador; contudo, não perde a inquietação da busca espiritual. E deste modo descobre que Deus o esperava, aliás, nunca tinha deixado de ser o primeiro a procurá-lo.
Assim, vê-se que a realidade vivida por Santo Agostinho não é indiferente a tudo que vemos ao nosso redor. Tal busca por uma verdade eterna acompanha dia pós dia muitos jovens, adultos e idosos, levando-os a colocarem sua confiança em superficialidades e mentiras. Mas, o que devemos observar é que falta, para eles, uma Mônica que acredite na possibilidade de conversão, convicta da busca por uma verdade que não passa. Então, convido-os a serem Santa Mônica para muitos cristãos que não se atentam para a urgência da sua conversão efetiva,  que não entendem a necessidade de voltar-se para Cristo, bem como para aqueles que não reconhecem a verdade de Cristo e refutam o cristianismo.
Rezemos para que as inquietações dessas pessoas, necessitadas de preenchimento, levem-nas ao encontro com Cristo. Rezemos uns pelos outros! Pois a conversão é diária, é um enamorar-se contínuo, em busca do desaparecimento do imperfeito e da contemplação da face de Deus, como Santo Agostinho deixa tão claro em sua célebre frase “Fizestes-nos para Vós e o nosso coração está inquieto enquanto não descansar em Vós”.

Santa Mônica faleceu aos 55 anos, mas cumpriu a missão que Deus destinou para ela. Deixou-nos um bispo, doutor da Igreja, responsável pela conversão de muitos. Sendo um modelo de esposa, mãe, cristã, mulher paciente, modéstia, virtuosa, a veneração a Santa Mônica deve ser acompanhada de oração a fim de aprendermos com ela a amar os nossos desejando o Céu para eles, jamais desacreditando na graça da conversão e na transformação de vida de cada filho de Deus.
Santa Mônica, rogai por nós, pela nossa conversão!
Santo Agostinho, incitai em nós a inquietude da busca pelo Reino de Deus!

Referências:
2- Confissões, I, 1, 1.
3- Confissões IX, 10.
4- Confissões III, 12, 21.

Gleice Kelly
Tem 18 anos, é estudante de Farmácia na UFAL e integrante do Movimento TLC- Diocese de Palmeira dos Índios/AL. 

Um comentário:

  1. DEUS ABENÇOE MENINA DE DEUS.... TÃO BOM LER SEUS ESCRITOS, POIS FAZ REFLETIR TANTO. QUE A VIRGEM SANTÍSSIMA SEMPRE LHE PROTEJA.

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