"Saudades daquilo que a gente não viveu..."



Eu tenho saudade do tempo em que os padres não tinham vergonha de usar batina.
Eu tenho saudade do tempo em que os bispos não perseguiam os bons sacerdotes pelo simples fato de serem bons sacerdotes.
Eu tenho saudade do tempo em que o sagrado era valorizado e a liturgia respeitada com profunda piedade.
Eu tenho saudade do tempo em que as pessoas respeitavam o padre e não diziam que todo padre ou é pedófilo ou é "viado".
Eu tenho saudade do tempo em que as pessoas passavam na frente da igreja e faziam o sinal da cruz.
Eu tenho saudade do tempo em que as moças usavam o véu e os jovens sua camisa do domingo, de botão, manga comprida, xadrez.
Eu tenho saudade do tempo em que não era “pecado” tomar uma jarra de cerveja aos domingos cantando músicas tradicionais, longe de todo tipo de puritanismo.
Eu tenho saudade do tempo em que os “fiéis” não precisavam de uma oração “do fogo” para manterem acesa a chama da sua fé.
Eu tenho saudade do tempo em que a Igreja não precisava de uma “renovação” para atrair as pessoas com promessas de milagres.
Eu tenho saudade do tempo em que tudo era simples, e por ser simples, tão bonito era.
Sim, eu tenho saudade de um tempo que eu nunca vivi, e só posso imaginar como tão comum era a vida de um homem comum, numa vida comum, com sua família comum, e que por ser assim, tão “comum”, era tão extraordinária.


Natan Moreira.








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